Recensão: Carlos Nogueira, Resposta a Italo Calvino. Clássicos da Literatura, Porto, Livraria Lello, 2018.

Palavras-chave: Carlos Nogueira, Italo Calvino, Clássicos da Literatura

Resumo

É sob o signo desse saber convertido em discurso crítico que se podem ler os quinze ensaios de C. Nogueira, todos eles reverberando estas suas declarações de princípio: (i) “Penso e escrevo sobre obras que se me impõem como mundos integrais, como representações e (re)construções da vida e do cosmos, como reflexos ativos do (in)consciente individual e coletivo e da (des)construção da História e da Cultura; (ii) [l]eio (e escrevo) em nome não de uma ideia ou de um ideal de estabilidade do texto literário, mas antes em nome da sua natureza instável e problematizadora, irredutível a quaisquer tentativas teóricas e críticas de explicação final e definitiva” (11-12). É, portanto, na interseção destas duas coordenadas que se pode divisar a génese da composição de Resposta a Italo Calvino, resposta que, pelo âmbito e qualidade da sua formulação plural e abertura de possibilidades críticas e explicativas, se arrisca a devir um clássico em língua portuguesa da hermenêutica da literatura infantojuvenil.

Como Citar
Reis, J. (2019). Recensão: Carlos Nogueira, Resposta a Italo Calvino. Clássicos da Literatura, Porto, Livraria Lello, 2018. Cadernos De Literatura Comparada, (41), 393-399. Obtido de https://ilc-cadernos.com/index.php/cadernos/article/view/572
Secção
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