Literatura em movimento: Narrativa e fotograma em O fotógrafo, de Cristovão Tezza

Palavras-chave: Fotograma, narrativa, literatura brasileira, cinema, fotografia, CristovãoTezza

Resumo

Cristovão Tezza é um autor que, frequentemente, integra, discute e dramatiza as artes dentro de sua literatura, proporcionando leituras diversas que ampliam entendimentos e questionamentos acerca dos fenômenos artísticos. Em O fotógrafo o autor intitula os capítulos, do sumário, de “fotogramas”, utilizando do conceito técnico de fotograma, para efetivar a construção de significações dentro do romance. Assim, propõe-se, neste artigo,  realizar a leitura dos capítulos, segundo o conceito de fotogramas, proposta na versão da obra publicada pela editora Record (2011), extraindo múltiplos sentidos e possibilidades de análises. Defende-se que a junção das noções de fotogramas e de capítulos podem definir, conjuntamente, um processo narrativo. Juntamente às análises dos fotogramas no romance, foram estabelecidas relações dialógicas com os longas-metragens Blow up (1966) e Janela indiscreta (1954) que dramatizam a figura do fotógrafo dentro do discurso cinematográfico. Nesse contexto, busca-se ampliar o entendimento acerca da natureza da fotografia e do cinema destacando como o conceito de fotograma potencializa a compreensão dos capítulos da narrativa de Tezza em uma lógica integrada, e, consequentemente, como isso amplia as relações entre as artes, dentro da própria literatura.

Como Citar
Tavares, T. (2019). Literatura em movimento: Narrativa e fotograma em O fotógrafo, de Cristovão Tezza. Cadernos De Literatura Comparada, (41), 355-376. Obtido de https://ilc-cadernos.com/index.php/cadernos/article/view/570
Secção
Artigos